Para quem estava acostumado a Para Sempre ou Nunca, devo apresentar-lhes a proposta de Inquietudes, para que ninguém pense que este será uma continuação daquele.
Inquietudes é para ser sorvido aos goles, como um bom vinho e, de preferência, com o efeito que ele traz em um dia muito frio. O que eu quero dizer com isso? Esse espaço será para textos mais curtos, mais ébrios, e sua intenção é melhorar com o tempo. Não espere o leitor desavisado encontrar mega reflexões polêmicas e gigantescas, dedos nas feridas e podridão, pois vai ter sim, mas não agora, pois não estou suficientemente bêbada! Só escreverei de acordo com a minha embriaguez e logo que começo a beber estou totalmente protegida de sentimentalismos piegas! Na verdade, eu não sou a bêbada que chora, que faz declarações ou não lembra de nada! Sou a bêbada lúcida, que sabe bem o que está fazendo, mas se aproveita para pôr a culpa na bebida! Sou aquela que jamais chega a se embriagar completamente, com medo das consequências, mas o pouco que consegue mergulhar na ebriedade é suficiente para lhe trazer reflexões novas sem que precise perder o sabor e o aroma do vinho. Mas, também, como os bons vinhos, Inquietudes terá algo de doce e poético, boêmio e político, sozinho ou bem acompanhado. Também como os vinhos, minhas inquietudes vêm em ocasiões e é preciso saber apreciá-las para que sejam tragadas ao ponto – nem mais, nem menos.

Como vinho, te convido a se embriagar em minhas palavras. Eu mesma preciso bebê-las depois de um ano de abstinência. Taça meio cheia ou taça meio vazia, é você quem decide. A mim resta apenas te estender a garrafa: vem beber comigo?