Domingo é o dia que, se ainda não escrevi algo para a seção “Conversa”, coloco-me a pensar nas infinitas possibilidades, sem vontade, realmente, de escrever sobre nenhuma. Posso fazer isso ouvindo Enya, como agora, ou no silêncio das reflexões que destroem – ultimamente sobram assuntos e ideias, mas falta vontade para pari-los ao mundo. É verdade que ter criado tags fixas aqui foi um desafio à minha displicência, bem como, aos malabarismos do tempo. Pode ser que ninguém ou uma única pessoa passe aqui nas segundas e quintas para ler (e deveria produzir para as outras tags também, mas acho que o problema está justamente em encarar isso como uma produção – obrigação, pois a escrita tem de ser algo prazeroso, mas quando a pessoa é preguiçosa precisa se forçar de vez em quando). De todo modo, esse único leitor ou leitora, se existir, merece consideração por me dar a credibilidade de vir aqui no dia que deve sair o texto e, por isso, por elx, eu o faço. Porém, meu período “pra dentro” continua e há coisas sobre as quais não desejo escrever, outras que sim, mas não agora; outras, ainda, sobre as quais não sei. E elas se emaranham na hora de trazer algo ao mundo, e acabo não fazendo nada. Para se ter uma ideia, nas últimas semanas pensei em escrever sobre – a federal – ser mulher – autonomia – acordar tarde – sexo – filosofia – morar sozinhx – o doutorado – propaganda – realidades paralelas - etc. Mas, e sentar e ver o texto surgir?
Anyway, essa é apenas uma leve crise que Inquietudes passa comigo. A possibilidade de textos aos borbotões vindos de alguém como eu é um axioma. Incontestável, assim, me despeço (num sussurro: Acho que o humor da autora mudou).