Imagens dos quadros que eu pintei entre 2012 e 2015.
A assinatura não é padrão, pois nunca gostei de nenhuma.
Quanto aos seus paradeiros, tenho ainda alguns comigo; outros, vendi; outros, ainda, dei de presente.

Gosto de pintar quadros grandes e prefiro retratar figuras humanas. Aliás, adoro trabalhar olhos, expressões - imensos - pois, os pequenos dão muito trabalho e nunca ficam como se deseja. O ar que expressam os meus rostos são geralmente sérios e introspectivos. É que, de certa feita, todos são autorretratos. Não sei se saberia pintar um sorriso sincero de verdade. E não gosto de sorrisos vazios...
Cada um desses quadros têm uma história, certamente. Em cada um, dei pinceladas de muito amor e superação. Entretinha-me horas a fio perdida em suas imagens... Alguns processos duraram meses, outros, apenas dias.
Foram pintados mais ou menos nessa ordem. Dou certeza dos 7 primeiros e dos 3 últimos. Os intermediários é mais ou menos aquela ordem ali.
Muitas pessoas já se apaixonaram por alguns deles. Quanto a mim, precisando urgentemente de voltar...

A Cabana. Há um certo encantamento nesse quadro que faz muitas pessoas se admirarem. Quanto a mim, me admiro que foi o meu primeiro e o resultado ficou além do esperado. Trata-se de uma composição (a imagem que eu trabalhei era bem diferente, e o pôr-do-sol foi acrescido pela artista).

Cavalo de Guerra. Porque sou aquela que ama cavalos...
Sozinha. Quando pintei essa mocinha, tinha terminado um namoro. Hoje a vejo como o desamparo de muitas mulheres em nossa sociedade, que por motivos muito maiores são despidas de tanta coisa diariamente... Na foto não dá pra ver, mas ela traz um tercinho de contas nas mãos.
O Garoto. Baseado em uma imagem de River Phoenix, meu modelo. Esse quadro é gigante, talvez tenha mais de 1 metro.
Pai & Filho. Foi um presente de dia dos pais ao meu irmão Jeferson. Também se trata de uma composição de duas imagens - achei que colocar as personagens em um prado traria um ar mais sereno (na garrafa, há refrigerante :p)
Chaplin. Por enquanto, meu único monocromático. Estou há meses para lhe colocar uma moldura vermelha.
Galpão. O primeiro que vendi. Só vendi porque era para alguém muito especial pra mim. Curti muito pintar esse quadro.
A porta. Isso não é nome, rs. Mas como a cada processo eu precisava distinguir minhas obras, denominava-os de qualquer forma (não me esmerava em ser criativa). Essa criança, na verdade, se parece com a minha gatinha Londres (estão juntas lá em Caxias :/)
A cerca. Mesmo caso do nome d'A porta. Outra criança curiosa. 

Um estilo.

A menina e a filosofia. (OBS: Quis manter o Visa na porta da livraria de Paris, mas não é um incentivo ao consumo. Poxa, todo artista reflete um pouco sua época, né...).


Ao sol... Quem nunca teve momentos como o desse adolescente? 
Blue. Esse foi o último, em julho de 2015. Em inglês e francês, a palavra "blue" remete a um quê de tristeza, como um tom de dor em um coração. Aqueles dias que estamos pra baixo... Blue. Mas, nessa imagem, a menina está colorida... Algo aconteceu e, apesar do mundo ainda estar blue, ela está recuperando as cores de viver... É uma pena que depois disso, tudo volta a ser blue novamente. Mas... 'Vamo que vamo'!