Eu estive negando quem eu sou. Por muito tempo, eu estive tentando me enquadrar. Pertencer. Concordar. Mas sempre chega o momento em que somos devolvidos à nossa essência – natureza. Que conseguimos nos olhar de fora com nossa linda crisálida, e nos perdoarmos por ainda não sermos borboletas. Por nos termos lançado a voos tão rasos. E por ter esperado que alguém nos trouxesse o jardim. Sempre chega um dia em que nos tomamos pra nós, inteiros... E, embora, talvez, a vontade de gritar externamente não se concretize, o grito é forte e vivaz por dentro. Um grito de emancipação, de aceitação própria. Isso deve bastar.