Ali, sentada, sobre um tronco cortado. Aquilo daria um retrato ou não?
A camiseta branca se agitando, os pensamentos tristes revolvendo. Quem se importa de verdade com o que ela é?
Transeuntes passam rumo a seus destinos. Pneus parados contam de outros dias de sol. O vento de outono sempre consegue, assim, surpreender.

É que eu me sinto tão só.
É que eu me sinto sozinha.
É um momento até bonito esse que agora divido, sempre comigo mesma. Mas, cansei. Cansei de não ser abordada. De só ser procurada por interesse. De me sentir assim todo dia.

E de outros... é da falta de interesse. Da não procura.
Da minha não existência.
Estou já trôpega e abalada.


Rabiscos escritos no outono de 2017, ou de 2016... já não lembro. Encontrei anotado em um caderninho.